
Meu coração não conhece fronteiras
Ele se guia sozinho ...Vai até aonde seu bater quiser...
É um coração que se abre para contemplar o sol
e se fecha nos dias de chuva, nos dias menos alegres
em que a própria natureza chora...
Nas tardes em que meu neto aqui vem,
ele se abre, como uma flor que, tratada,
recebe com toda ternura os cuidados das mãos
benditas que vêm cuidar dela...
Meu neto... Filho do meu amor maior: meu filho...
Traz sempre em seu sorriso tudo que preciso
para revigorar as energias e continuar vivendo.
A espera de maiores emoções, mais alegria e felicidade....
À noite, vendo as estrelas, o luar,
ele se enternece e vibra como um coração jovem, apaixonado...
Vibra recordando o passado, aquela época tão boa que não volta jamais
e que a gente teima em deixar bem viva na memória...
Cada momento, cada lembrança feliz da mocidade quando , todos dizem:
“ -eu era feliz e não sabia...”
A mocidade já é um prêmio que Deus nos dá e depois,
ao recordar minha vida,
revivo, com indizível emoção, fatos, passagens,
apertos tragicômicos pelos quais passei...
E a saudade maior, acreditem, não é dos namorados
que passaram pela minha vida, enchendo de alegria meu coração
de mocinha
simples e ingênua, com palavras carinhosas, poesias,
presentes...Emoções...Muitas emoções...
Não dos momentos de glória que vivi nas passarelas da vida,
onde eu desfilava minha elegância, sempre em prol de uma boa causa...
A saudade maior... Ah! Minha mãe... Ausente há vinte anos...
Se eu pudesse tê-la, aqui, agora,. perto de mim... Da nossa família.!!!
Mas...meu coração não conhece fronteiras....
Eu vou tentar ir lá... além dos “Portões Dourados”onde ela está...
Quero vê-la, nem que seja de longe... mesmo que ela não me veja...
Matarei saudade de ver a mulher que, com amor, me deu a vida pois,
em meu coração ela vive e será sempre minha rainha....
Jandyra Adami
almadentro.mid