Anita
 

Estou sentado, à tua espera,

minha doce e querida Anita...

Por que me deixas sempre aflito,

sem saber se vens ou não?

Enquanto aqui espero, inquieto,

tu ficas de bar em bar,

de mão em mão, mesmo sabendo

que o que estes homens querem

é somente o prazer de tua carne jovem,

sedosa, gostosa, com teu sangue quente

a provocar prazeres incontidos nesta corja que habita

o sub mundo, lugar que nem devias saber que existe.

Eles querem sugar tua juventude,

beber o mel de tua boca e percorrer,

com as mãos sujas todas as curvas de teu corpo...

Não te deixes enganar, querida minha. Volta pra mim.

Vem...eu te peço, imploro se preciso for...

Dentro do meu peito tu és a única,

a rainha absoluta de meus sonhos,

dos meus prazeres incontidos, escondidos

tão dentro de mim que, as vezes, eu mesmo me perco

à procura dos meus sentidos, do meu desejo,

da minha paixão tão antiga e que, dia a dia mais aumenta...

Tu sabes do meu amor e por isto me desprezas.

Mas, ficarei te esperando toda a vida, se preciso for.

Há de chegar o dia em que, cansada da orgia,

da vida que levas, enojada dos homens que tens a teus pés,

voltarás para o nosso mundo, aquele que só nós dois conhecemos,

de onde nunca devias ter saído. Estarei lá, a tua espera,

com o coração batendo, desvairadamente, a fim

de celebrarmos a delícia da vida... da nossa vida...

do nosso amor...

Jandyra- 23-08-2.001


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